João Roberto Marinho, presidente do grupo Globo, no dia em que o JN iria entrevistar o candidato Flávio Bolsonaro, 16 de outubro de 2026, ofereceu um almoço de cortesia para ele. De fato, o grupo empresarial pode dar almoço para quem quiser. Entretanto, convém lembrar que os liberais afirmam que não existe almoço de graça. Além disso, um dia antes o candidato Lula foi entrevistado no mesmo JN e não foi convidado para nenhum almoço. Com pouco conhecimento de semiótica percebe-se que os donos da Globo estavam assinando com todas as letras apoio ao candidato Bolsonaro.
Longarinas
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Mas quem é Flávio?
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Lula: 81 anos
Pouco antes do segundo turno da eleição presidencial de 2026, Lula reuniu uma quantidade extraordinária de pessoas em diversas cidades brasileiras, todas elas com a clara intenção de manter a democracia e evitar a ascensão de um miliciano ao maior cargo de direção do país. E venceu a extrema direita brasileira e mundial, Donald Trump, as big techs, André Mendonça e Kássio Nunes. Há dois dias, em virada histórica - como mostra a capa do jornal de ontem - ele foi reeleito para o quarto mandato.
Quando a guerra escolhe meninas como alvo
Thaís Cremasco, 28/02/2026, na revista Fórum.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
80 anos de alucinações
Tenho alguns discos de vinil que acho particularmente espetaculares, talvez por tê-los escutado bem mais do que outros. Tratam-se do "Secos e Molhados"; "Almanaque", do Chico Buarque; e "Alucinação", do Belchior. Fiz inclusive uma brincadeira juntando as letras de algumas músicas destas três obras primas, para formar uma pequena história (noutra oprtunidade eu apresento esta troça).
Hoje quero deixar apenas algum texto escrito pelo Belchior e para isso escolhi uma das músicas mais bonitas, Alucinação. Se estivesse vivo, exatamente hoje, 26 de outubro, Belchior completaria 80 anos. A homenagem é porque o tempo andou mexendo com a gente, sim.
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto, ou oba-oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos, sonhos matinais
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Carneiros, mesa, trabalho, meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas dessas capitais
A violência da noite, o movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais
Cravos, espinhas no rosto, rock, hot dog, play it cool, baby
Doze jovens coloridos, dois policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Carneiros, mesa, trabalho, meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas dessas capitais
A violência da noite, o movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre que canta e requebra, é demais
Cravos, espinhas no rosto, rock, hot dog, play it cool, baby
Doze jovens coloridos, dois policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas me interessa mais
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Uma escolha absurda!
De um lado: Fies, Pronatec, Prouni, Ciência sem Fronteiras, Mais Médicos, Farmácia Popular, Minha Casa - Minha Vida, Bolsa Família, Cisternas no sertão, Luz para Todos, Reativação do Transporte Ferroviário, Ferrovia Norte-Sul, Caminhos da Escola, Água para Todos, Brasil Sorridente, Pronaf, FAT, Programa Brasil Sem Miséria, Bolsa Atleta, Bolsa Estiagem, Bolsa Verde, Bolsa-escola, Brasil Carinhoso, Pontos de Cultura, Programa Biodiesel, SUS, SAMU/UPAS, Saúde da Família, Casa da Mulher Brasileira, Aprendiz na Micro e Pequena Empresa, BRICS, Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome, Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal, Vale-cultura, Programa Cultura Viva, Programa Mais Cultura nas Escolas, PND – Política Nacional de Defesa, Pré-Sal, controle e redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira, controle das terras raras, soberania...
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Que fim levaram todas as flores?
Pelas casas no centro de Fortaleza, que já contam com cem ou duzentos anos, passaram várias gerações, não necessariamente das mesmas famílias. O livro precioso que foi colocado no fundo de um baú, uma bíblia que veio de Portugal, um missal, uma cruz de prata, um bacamarte na parede, a pólvora escondida no fundo da casa, a cristaleira, o vestido de festa, as anáguas, as combinações, o sapato da missa, o terno de brim, a sombrinha que veio da corte, o vidrinho com ópio do boticário, as abotoaduras de ouro de dezoito quilates, os pés de cajueiros, as flores dos jardins, as conversas do final da tarde, as dores, as lembranças...onde andam todos eles?
E pensando no livro, na bíblia e no missal que se esfarelaram, na cristaleira que quebrou, no bacamarte que foi vendido após a morte do dono, do vidrinho que caiu no chão, nas roupas que ficaram rotas e rasgadas, nas dores e lembranças que se foram com quem as tinham, além das flores que murcharam, recordei da antiga música dos Secos e Molhados, Que fim levaram todas as flores, do compositor João Ricardo. Depois de umas poucas gerações, tudo some, tudo desaparece.
Que fim levaram todas as flores?
Que fim levaram todas as flores?
Que o preto velho me contava
Que fim levaram todas as flores?
Que a rainha louca não gostava
Que a lapela morta carregava
Que olhar de todos me lembrava
Que fim levaram todas as flores?
Que qualquer coisa não estragava
Em qualquer dia que podia
Com grande amor e alegria
Que fim levaram todas as flores?
Que a criança às vezes me pedia
Laralara, laralaralala
Que a lapela morta carregava
Que o olhar de todos me lembrava
Que fim levaram todas as flores?
Que qualquer coisa não estragava
Em qualquer dia que podia
Com grande amor e alegria
Que fim levaram todas as flores?
Que a criança às vezes me pedia
Que fim levaram todas as fores?
Que a criança às vezes me pedia
Que fim levaram todas as flores?
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Barravento
"Trabalha cambada de besta, trabalha. Preto veio para esta terra para sofrer. Trabalha muito e não come nada (...) Precisamos é lutar, resistir. Nossa hora está chegando, irmão." Do personagem Firmino, interpretado por Antonio Pitanga, no filme "Barravento", de Glauber Rocha.








