João Roberto Marinho, presidente do grupo Globo, no dia em que o JN iria entrevistar o candidato Flávio Bolsonaro, 16 de outubro de 2026, ofereceu um almoço de cortesia para ele. De fato, o grupo empresarial pode dar almoço para quem quiser. Entretanto, convém lembrar que os liberais afirmam que não existe almoço de graça. Além disso, um dia antes o candidato Lula foi entrevistado no mesmo JN e não foi convidado para nenhum almoço. Com pouco conhecimento de semiótica percebe-se que os donos da Globo estavam assinando com todas as letras apoio ao candidato Bolsonaro.
Muito bem. Quem é Flávio Bolsonaro? Um resumo encontra-se nos endereços [1], [2] e [3].
Esse sujeito empregou em seu gabinete a mãe e a irmã de um dos maiores matadores do Rio de Janeiro: Adriano da Nóbrega, que já havia sido homenageado em 2003 por Flávio, e em 2005 foi condecorado com medalha, mesmo preso por matar um guardador de carros que denunciara policiais corruptos. Parte do salário das familiares sustentava o miliciano — num esquema conhecido por rachadinha; mais tarde, Adriano da Nóbrega era procurado por seu envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista.
Isso sem falar no seu claro envolvimento com o próprio “careca”; o fim da identificação das munições; o envolvimento com as bets e o movimento por parte de seu advogado Willer Tomaz de quase R$ 5 bi; a defesa do policial que assassinou a pequena Ana Clara com um tiro de fuzil; a tentativa de extinção de cotas raciais nas universidade. Ainda há tantos outros escândalos conhecidos, como os aliados recentemente presos, Rodrigo Bacellar e TH Jóias (vinculados ao Comando Vermelho); os imóveis comprados com dinheiro vivo; os R$ 67 milhões do Banco Master / Daniel Vorcaro surrupiado dos aposentados; o caso do lobby da Covaxin envolvendo garotas de programa e um relógio Rolex; e o envolvimento - novamente - com Willer Tomaz, que o liga ao escândalo do INSS; a fuga para os EUA com a família, dois dias após perder as eleições, por meio de um jato de sócio de narcotraficante que está preso no próprio EUA.
É absolutamente inacreditável que tenham permitido que esta pessoa se candidatasse à presidência do país e, pasmem, que ele tenha conseguido quase 60 milhões de votos. Só não contavam com a força dos jovens, velhos e pessoas que presam pela democracia.

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